Segundo especialistas, lesão que Neymar sofreu é uma das que causam mais dor

A fratura sofrida pelo jogador Neymar vai deixá-lo de fora da Copa do Mundo, mas não deve ter maiores implicações em sua carreira e sua vida. De acordo com especialistas ouvidos pelo GLOBO, o maior problema de fissuras nessas vértebras é a dor excruciante. Não foi por acaso que o atacante deixou o campo chorando copiosamente. Mas, garantem os médicos, não há risco de lesões permanentes.



O exame de tomografia computadorizada que foi feito mostrou uma fratura no processo transverso no nível da terceira vértebra lombar — disse, em entrevista ao SportTV, Rodrigo Lasmar, um dos médicos da seleção brasileira. — Ele vai sentir dor por um certo tempo, precisa de uma imobilização, de uma cinta lombar para o controle da dor. Infelizmente, não vai ter mais condições de jogar (na Copa). Mas, em termos de expectativa de recuperação, é uma fratura que evolui muito bem.



As vértebras lombares são os maiores segmentos da coluna vertebral. São cinco vértebras lombares, nomeadas de L1 a L5. O canal vertebral que contém a medula espinhal desce até a chamada parte lombar alta (L1 e L2). A porção média e a inferior do canal lombar contêm apenas terminações nervosas. Uma lesão nesta parte da lombar, portanto, jamais poderia causar paralisia. Além disso, não houve destruição na vértebra, nem desalinhamento, somente uma fissura óssea.



Cirurgião ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Renato Teixeira diz que se trata de uma lesão menor, provocada por impacto e que não deve deixar sequelas. Segundo ele, Neymar deverá ficar de quatro a seis semanas em repouso relativo, tomando apenas analgésicos para a dor e anti-inflamatórios. O jogador terá que usar um colete especial, estabilizador da coluna, que, além de imobilizar o abdômen, cobre parte do tórax. Mas não está impedido de caminhar ou sentar, por exemplo, desde que não sinta dor.



Não é nada muito preocupante ou que comprometa a carreira de um jovem atleta como ele, mas, em termos de Copa do Mundo, já era — afirmou Teixeira. — É um traumatismo de menor grau, que não compromete a estabilidade e integridade dos nervos e da coluna.


Fonte: O Globo