Síndrome X: entenda o aumento de peso na menopausa

O ganho de peso sem razão aparente é uma queixa bastante comum em mulheres que chegam à menopausa. O que nem todas sabem é que muitas vezes existem problemas escondidos por trás da mudança. Um deles é a resistência à insulina, também conhecida como Síndrome X, capaz de aumentar o risco da ocorrência de várias doenças.


Síndrome X e o aumento de peso na menopausa


A fonte chave de energia do nosso corpo é a glicose, cuja quantidade exigida pelo organismo varia o tempo todo. Mesmo assim, as taxas de açúcar no sangue precisam permanecer estabilizados. Produzida no pâncreas, é a insulina é o hormônio que ajuda a regular esses níveis.


Quando há um desequilíbrio nos níveis de açúcar no sangue e as células não conseguem absorver a glicose extra, cabe ao fígado lidar com o problema e convertê-lo em gordura. Como as células de gordura são carregadas com receptores de glicose, começa aí um ciclo interminável.


É por isso que a resistência à insulina é capaz de ocasionar ganho de peso. Além disso, é possível que você se sinta exausta o tempo todo e tenha mais vontade de consumir aqueles alimentos que oferecem energia rápida.


Os sintomas podem estar relacionados à Síndrome X, que costumam começar antes mesmo da menopausa, mas que ficam mais intensos e comuns quando ela se aproxima. Isso ocorre em razão das alterações metabólicas relacionadas às flutuações hormonais e secreção da tireoide.


Chegar novamente ao equilíbrio é fundamental para gerir os sintomas associados à menopausa e à perimenopausa – que antecede a primeira. Esses sinais podem até ser confundidos com a Síndrome X e incluem fadiga, urgência urinária, dificuldade para dormir e alterações de humor – mas não significa que sejam necessariamente resistência à insulina.


Segundo um estudo publicado no International Journal of Obesity, elas ganham cerca de cinco quilos no prazo de até oito anos após a menopausa. Mesmo aquelas que conseguem manter o peso percebem uma maior circunferência na cintura.


Mudanças no estilo de vida podem ajudar


A boa notícia é que há maneiras de ajudar a reverter esse processo e equilibrar naturalmente seus hormônios. Muitas dessas recomendações são fáceis de fazer:


- Considere uma dieta que inclua principalmente carnes magras e proteína e seja rica em fibras, cereais integrais, verduras e legumes e frutas frescas


- Faça cinco refeições por dia, incluindo café da manhã, almoço, jantar e dois lanches


- Pratique exercícios físicosregularmente. Eles são capazes de ajudar a manter os níveis de insulina e o equilíbrio hormonal normais, além de regular a função metabólica. Também auxiliam a diminuir o estresse e a pressão sobre as glândulas suprarrenais


- Beba álcool com moderação, pare de fumar e tenha boas noites de sono. Isso ajuda a promover um organismo mais saudável e equilibrado.



Fonte: Doutíssima