Hospital Icaraí

Esclerose múltipla: do que se trata essa doença?

Esclerose múltipla: do que se trata essa doença?

No Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla, conheça mais sobre essa doença.

Muitas vezes relacionada à doença do falecido físico Stephen Hawking — que, na verdade, era portador de uma doença diferente, a esclerose lateral amiotrófica (E.L.A.) —, a esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso, mais especificamente o cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal. 

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a esclerose múltipla é uma doença considerada rara, com menos de 150 mil casos por ano. No Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla (30), o Hospital Icaraí traz mais detalhes sobre a doença, seus sintomas, tipos, tratamentos e fatores de risco. Saiba mais!

Uma doença autoimune de quatro estágios

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, ela é causada pelo próprio corpo. Nesse caso, o sistema imunológico identifica a mielina, a camada protetora que envolve os neurônios, como um agente estranho e a ataca. Isso torna a conexão do cérebro com o resto do corpo mais complicada, prejudicando a visão, os movimentos e outras funções cognitivas, como a fala, por exemplo. 

É uma doença complexa, com quatro estágios diferentes:

  1. Esclerose múltipla remitente-recorrente, a mais comum e correspondente a mais de 80% dos casos da doença. A EMRR apresenta períodos de melhora e piora constantes que podem durar de apenas alguns dias até anos, sendo desenvolvida nos primeiros anos da doença e sem necessariamente deixar sequelas após a recuperação.
  2. Esclerose múltipla secundária progressiva é o segundo estágio da doença. A EMSP é a recaída da EMRR e se caracteriza pelas sequelas que a doença vai deixando em seu portador, como perda visual, assim como paraplegia parcial ou completa. 
  3. Esclerose múltipla primária progressiva ocorre quando a doença passa a apresentar a piora das crises, assim como um tempo de remissão cada vez menor. A EMPP pode progredir para o quarto estágio.
  4. Esclerose múltipla progressiva com surtos (EMPS) é caracterizada pela agressividade e velocidade da progressão da doença, acarretando o comprometimento das estruturas cerebrais.

Sintomas da esclerose múltipla

Os sintomas da esclerose múltipla nem sempre são constantes: eles podem surgir e desaparecer de repente, assim como piorar progressivamente. Como é uma doença que atinge o sistema nervoso, seus sintomas podem ser confundidos com outros problemas neurológicos ou doenças comuns, então é bastante importante que se consulte um médico para averiguar as causas de qualquer mal-estar.  

A esclerose múltipla costuma apresentar sinais que variam com o estágio da doença, mas os mais comuns são a fadiga, a dificuldade para andar, se equilibrar ou coordenar os movimentos, problemas de visão (visão turva, dupla ou embaçada), incontinência urinária, dormência, espasmos musculares e problemas de memória e de atenção.

Grupos de risco e diagnóstico

Genética, tabagismo, obesidade e níveis baixos e prolongados de vitamina D estão entre os fatores de risco mais comuns relacionados à esclerose múltipla. Os portadores da doença costumam, também, ser mulheres entre 20 e 40 anos de idade, mas ela pode se apresentar também em homens, assim como em qualquer época da vida. 

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, levando em conta sintomas e exames de teste físico, e ressonância magnética, capaz de revelar quais zonas do cérebro e da medula espinhal já se encontram atingidas pelos efeitos da doença.

Tratamentos disponíveis

Infelizmente, não há cura para a esclerose múltipla, no entanto, existe tratamento e ele pode ser bastante eficaz se for iniciado cedo. Quanto antes começar, mais qualidade de vida a pessoa será capaz de manter intacta. Alguns dos tratamentos requerem o uso de corticoides e imunossupressores para inibir a ação do sistema imunológico, mas costuma ser recomendada a prática de exercícios físicos e também de fisioterapia para auxiliar no fortalecimento muscular e aprimoramento do equilíbrio.

É claro, no entanto, que o profissional qualificado para avaliar os melhores tratamentos é o médico, que irá levar em conta a saúde e os impedimentos do paciente e tomar a melhor decisão para cuidar do seu bem-estar.

Se você é portador da esclerose múltipla ou apresenta suspeita da doença, procure redobrar a atenção à sua saúde e aos seus exames. A unidade Day Clinic do Hospital Icaraí atende pacientes internados no hospital e pacientes externos, com agendamento prévio, para realização de exames de menor complexidade, como ressonância magnética. Saiba mais sobre esse serviço no nosso site e cuide sempre do seu bem mais precioso: a sua saúde.

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